Qual a sensação do ataque de pânico? Nunca foi frescura!
Compreender como é um ataque de pânico para quem nunca experimentou não é simples — mas é essencial para diminuir preconceitos e oferecer apoio.
Semelhante a “ansioso” e “deprimido”, a expressão “ataque de pânico” costuma ser diluída no jargão cotidiano. “Estou tendo um ataque de pânico!” virou código para “Estou enlouquecendo com este trabalho” ou “Estou muito estressado com um problema que não sei como resolver”.
No entanto, ataques de pânico são tudo menos frescura. Quem sofre uma crise sabe que os sintomas são repentinos, assustadores e difíceis de controlar.
É fundamental esclarecer: nem toda pessoa que tem ansiedade sofre ataques de pânico, e nem todo mundo que tem ataques de pânico possui síndrome do pânico. Há critérios diagnósticos específicos.
Os ataques de pânico são súbitos
Uma das partes mais difíceis é que geralmente ocorrem sem aviso prévio. Podem surgir do nada, inclusive durante o sono.
Os ataques de pânico incluem uma ampla gama de sintomas físicos e emocionais, tornando-se opressores e difíceis de administrar.
Sintomas mais comuns
- Dor no peito
- Sensação de asfixia
- Tremores
- Tontura
- Náusea
- Falta de ar
- Sudorese fria
- Formigamento ou dormência
- Medo de morrer
- Medo de perder o controle
- Pensamentos intrusivos intensos
Os ataques não duram tanto quanto parecem
Embora pareçam intermináveis, geralmente atingem o pico em cerca de 10 minutos e reduzem em 20 a 30 minutos. Raramente ultrapassam uma hora.
Mesmo assim, são extremamente desgastantes. Após a crise, o corpo e a mente ficam exaustos.
Não há uma única causa clara
Pode haver predisposição genética. Transtornos de ansiedade e de humor aumentam o risco.
Também podem estar associados a transições de vida, estresse intenso, perdas, separações, mudanças importantes e uso de estimulantes como cafeína.
A ansiedade antecipatória
O medo de ter um novo ataque pode levar à evitação de lugares e situações. Isso pode evoluir para agorafobia.
Como ajudar alguém durante um ataque
- Respiração guiada: inspirar por quatro segundos, segurar por quatro e soltar por quatro.
- Declarações de enfrentamento: “Não estou morrendo. É ansiedade e vai passar.”
- Distração sensorial: focar em estímulos externos.
Por que é importante procurar um médico psiquiatra
O psiquiatra avaliará se os sintomas correspondem a ataque de pânico, crise ansiosa, transtorno do pânico ou outra condição médica, como problemas cardíacos ou tireoidianos.
- Exame físico completo
- Exames laboratoriais
- Eletrocardiograma
- Avaliação psicológica estruturada
Educar familiares ajuda a reduzir preconceito e melhorar o suporte.
Procure ajuda. Há tratamento eficaz.
Tratamento de síndrome do pânico em Registro – Vale do Ribeira
Dr Luciano C. Junior – Médico Psiquiatra
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